Projeto social “No Palco da Vida” apresenta belo espetáculo gratuito em Niterói.

Neste feriado de 15 de novembro, às 16 horas, na Biblioteca Parque de Niterói, os atores do projeto “No Palco da Vida” apresentam a peça “Memórias de Nossa Infância”, dirigido pelo fundador do projeto, Wal Schneider. O espetáculo conta a história de um grupo de nordestinos que chega ao Rio de Janeiro em busca de sonhos e ideais. Suas histórias, lembranças e medos se confundem com as manifestações atuais do cidadão brasileiro e dos próprios atores. Poesias de Garcia Lorca, Manoel de Barros e Cora Coralina permeiam os diálogos, costurados por canções de Gonzaguinha, Elza Soares e Cazuza.

Niterói tem oportunidade única para assistir o espetáculo.

Niterói tem oportunidade única para assistir o espetáculo.

A sinopse do espetáculo confunde-se com a história do seu diretor. Wal Schneider nasceu em Tabuleiro do Norte, interior do Ceará, uma cidade menor até que Copacabana. O estômago vazio e a cabeça cheia de sonhos o fez subir em um caminhão de melão de carona para o Rio de Janeiro para tentar a sorte. Ele queria o circo, queria ser ator, queria tudo que envolvesse arte. Formou-se na CAL – Casa de Artes de Laranjeiras, encenou espetáculos e participou de novelas. Mas isso não bastou. Wal fundou a ONG “No Palco da Vida”, um verdadeiro templo sagrado do Teatro, localizado na Rua Uranos, 1363, onde moradores do Complexo do Alemão e adjacências tem aulas gratuitas de Teatro e acesso a um incrível acervo de textos, livros, revistas, DVD’s e programas de peças raros, um verdadeiro deleite aos amantes dos palcos. Neste espaço, Wal pode mostrar aos seus alunos que sonhar é mais que um direito, é um dever. E é por isso que o espetáculo “Memórias de Nossa Infância” consegue arrancar lágrimas dos seus espectadores, sem nenhum tipo de apelo ou sensacionalismo. É um sonho realizado, do diretor e dos atores. E não há só tesão em cena, há competência e talento. A beleza da simplicidade das mensagens é comovente. O texto é dito com a verdade de quem vive, que é superior à verdade do ator. Se eu fosse um caça-talentos, não perderia esse espetáculo por nada.

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