Prêmio do Humor idealizado por Fábio Porchat tem sua primeira edição no Teatro Rival.

A noite estava quente mas dentro do Teatro Rival, tudo corria às mil maravilhas. O clima era de festa e confraternização, muitos sorrisos, abraços, comida farta e no ar, aquele gosto de vitória: “Hoje a noite é nossa”, bradou um humorista.

Fábio Porchat merece muitos aplausos pelo ineditismo de uma premiação de teatro exclusivamente dedicada aos espetáculos de humor. Como brincou o próprio, apresentador e mestre de cerimônias da noite, “A comédia nunca ganha nada. Só dinheiro e público. Então, fiz um prêmio que não tem como a gente perder”.

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A primeira categoria a ser premiada foi a de Melhor Texto para “5x Comédia”. Marcius Melhem abriu o envelope sem resistir a piada: “Moonlight” (em referência à troca de envelopes na noite do Oscar). Jô Bilac e Julia Spadaccini subiram ao palco para receber os troféus, representando também os outros autores ausentes (Antônio Prata, Pedro Kosovski e Gregório Duvivier).

Na Categoria Especial, apresentada por Regina Casé, venceu o Rival Rebolado, pela ideia e concepção do projeto. Luís Lobianco (de “Porta dos Fundos”, “Buraco da Lacraia” e atualmente em cartaz com “Gisberta”) agradeceu em nome do grupo e anunciou a volta do Rival Rebolado para 12 de abril.

Na hora de anunciar a vencedora da Melhor Performance, Fábio Porchat abriu o envelope e chamou Osmar Prado, que nem concorrendo estava. A piada foi mais longe e Osmar subiu ao palco para, agora sim, anunciar Thalita Carauta como vencedora, pela sua performance impagável de figurante no espetáculo “5x Comédia”.

Na categoria Direção, Miguel Falabella subiu ao palco para anunciar a surpresa da noite: Cristina Moura. Ela levou o troféu pelo espetáculo “Nu de Botas” e o dedicou à sua filha.

O homenageado da noite foi Lúcio Mauro, que hoje completa 90 anos. Ele não compareceu a cerimônia por problemas de saúde mas Lucio Mauro Filho recebeu em nome do pai o troféu, das mãos de um emocionadíssimo Bruno Mazzeo. “Meu pai certamente ia gostar de entregar este troféu ao seu pai”, disse o filho de Chico Anysio.

E, por fim, o troféu de Melhor Espetáculo, apresentado por um dos jurados do Prêmio, Bemvindo Siqueira, foi para “O Escândalo Phillippe Dussaert”. Chocado, Marcos Caruso subiu ao palco e gritou: “Cédric, você tinha razão, é uma comédia!”, disse ao diretor do Teatro Maison de France, onde a peça segue em cartaz até domingo. Verdadeiramente surpreso, Caruso completou: “Estava concorrendo com 5x comédia, o meu não é nem uma vez!”. Ele agradeceu ao diretor Fernando Philbert pelo tom que imprimiu ao espetáculo, que poderia ter sido “sisudo” e não foi.

Fizeram parte do corpo de jurados Adriana Falcão, Antônio Tabet, Bemvindo Siqueira, Rafael Teixeira e Sura Berditchevcky. Fábio Porchat finalizou anunciando que a premiação vai continuar e os espetáculos em cartaz este ano já estão sendo avaliados para o ano que vem. Adriana Falcão não mais fará parte dos jurados e, em seu lugar, assume Aloísio de Abreu.

Parabéns a todos os envolvidos na realização do primeiro Prêmio de Humor (vale dizer, feito sem patrocínio) e o sucesso da noite de ontem indica que o evento tem tudo para tornar-se tradicional no calendário carioca.

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