Patrícia França canta “O Fantasma da Ópera” no #INCITARTE Musical.

Todo mundo conhece Patrícia França da televisão, o que nem todo mundo conhece são seus dotes vocais. Embora Patrícia tenha um vasto currículo na televisão, de protagonistas e personagens marcantes, como “Tereza Batista Cansada de Guerra”, a Santinha de “Renascer”, ou ainda novelas como “Sonho Meu” e “Salsa e Merengue”, Patrícia é cria do Teatro. Precoce, ela estreou aos 9 anos de idade, no palco do Teatro Santa Isabel, em Recife (sua cidade natal), no infantil “A Menina Que Queria Dançar”, de Marcelino Freire. O espetáculo seguinte foi o infanto-juvenil “A Ver Estrelas”, de João Falcão, com Bruno Garcia como o protagonista Jonas. Na ocasião, a TV Globo buscava alguém do Nordeste para protagonizar a série “Tereza Batista Cansada de Guerra”, de Jorge Amado. Patrícia foi indicada e ganhou o papel que a projetaria para todo o Brasil. A personagem Tereza Batista vira cantora de samba e no LP da minissérie, Patrícia canta a faixa “Pra Ficar no Ponto”.

Já morando no Rio de Janeiro, no auge da fama pelos seus trabalhos na televisão, Patrícia decide voltar ao Teatro, com um espetáculo infantil. Até então, não tinha experiência em espetáculos adultos. É quando ela convida Marcelo Saback para adaptar a personagem dos quadrinhos Chiquinha, de Marcelo Rubens Paiva, para o Teatro. Mas Saback cismou que Patrícia tinha que fazer a Jasmine, de Aladdin. Com André Marques no papel-título e Guilherme Karam como gênio da lâmpada, o musical foi um sucesso absoluto, vencedor de todos os prêmios, na ocasião.

PATRÍCIA FRANÇA: "Sempre encarei o canto como um recurso da atriz. Nunca seria cantora, desnuda, com repertório próprio".

PATRÍCIA FRANÇA: “Sempre encarei o canto como um recurso da atriz. Nunca seria cantora, desnuda, com repertório próprio”.

Patrícia também brilhou nos espetáculos “Peer Gynt”, de Ibsen, com direção de Moacyr Góes e, no elenco, Ivone Hoffman, Leon Góes e Floriano Peixoto; “A Beata Maria do Egito”, com Almir Telles como diretor; “Terceiras Intenções”, com Taumaturgo Ferreira e Paulo César Grande, sob a direção de Bibi Ferreira e “Péricles, Príncipe de Tyro”, de Shakespeare, um musical com direção de Ulysses Cruz que contava com nomes como Cleyde Yáconis e Leonardo Brício no elenco. Ali, Patrícia dava uma amostra dos seus dotes vocais cantando a capela uma ópera em latim, na pele da personagem Marina. Seu mais recente sucesso no teatro foi o musical da Broadway “Ou Tudo Ou Nada”, com direção de Tadeu Aguiar.

Leia a entrevista com Patrícia França e assista ao vídeo onde ela interpreta a versão de Claudio Botelho para “Wishing You Were Somehow Here Again”, do musical da Broadway, “O Fantasma da Ópera”.

#INCITARTE – Você se mudou de Pernambuco para o Rio quando foi contratada para protagonizar a minissérie “Tereza Batista Cansada de Guerra”, de Jorge Amado, na TV Globo. Você acompanha a cultura que vem sendo produzida em Recife no teatro e no cinema?

PATRÍCIA FRANÇA – No início eu ia muito à Recife e, portanto, tinha mais acesso aos espetáculos de teatro. Ia a todos. O cinema que se faz hoje em Recife é relevante no cenário nacional, com uma identidade muito própria. Nos últimos anos, tenho ido cada vez menos a Recife. Meus filhos fincaram raízes no Rio e tenho marido carioca. Então, por força das circunstâncias, tenho ido menos à minha cidade. A última vez em que estive lá, fui ao Recife Antigo, que fervilha música, dança e artes plásticas. Também fui ao museu que fica lá, mas não consegui ver tudo, pois já estava fechando. Quero ir novamente e ver tudo. O que vi, foi maravilhoso!

#INCITARTE – Você já trabalhou com grandes diretores como Ulysses Cruz, João Falcão, Moacyr Góes e Tadeu Aguiar. Com quais você ainda gostaria de trabalhar?

P.F. – Tenho dois projetos com o Tadeu. Adoraria voltar a trabalhar com todos eles, pois tivemos uma convivência muito harmoniosa, sem falar no fato de que me identifico muito com o trabalho que cada um deles realiza. Com o Ulysses, fiz “Péricles, Príncipe de Tyro”, de Shakespeare. Com Moacyr, “Peer Gynt”, de Ibsen e com o João, “A ver estrelas”, dele mesmo. Foram três personagens incríveis com diretores que me deixaram trabalhar muito à vontade e feliz. Com o Tadeu, não tem sido diferente e espero que nossos projetos vinguem.

#INCITARTE – Mesmo quando você protagonizou novelas na TV Globo, você esteve em cartaz em paralelo com alguns espetáculos. O teatro musical exige um preparo de atleta, às vezes até 7 sessões por semana, como aconteceu com “Wicked”. Se tivesse de escolher estar em cartaz com uma peça ou no ar em uma novela, qual seria sua opção?

P.F. – Minha opção seria pela personagem, é claro. Mas o ideal é sempre tentar conciliar. O ator vive de oportunidades.

#INCITARTE – No ano passado, perdemos o ator Guilherme Karam. Como foi a sua experiência de trabalhar com ele em Aladdin?

P.F. – Ele era muito engraçado. Lembro que cantávamos juntos um pequeno refrão da música tema do desenho animado Alladin, só de brincadeira, fazendo dueto. Ele cantava muito bem e arrasava fazendo o Gênio. Lembro que quando lhe perguntaram sobre a minha voz, já bem depois do Aladdin, ele respondeu com seu jeito sempre enfático: “Canta pra c…”! [Risos]. Fiquei muito envaidecida. Saudades!

#INCITARTE – Quais são os seus projetos para 2017?

P.F. – Voltar a fazer aulas de dança e estudar música, além das aulas de canto que já faço.
Como já disse, temos um projeto de teatro e um musical. E, se até lá o convite ainda estiver de pé, quero estar em forma!

Assista ao vídeo e surpreenda-se com a belíssima interpretação de Patrícia França para “Wishing You Were Somehow Here Again”.

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