Teatro Maison de France comemora 15 anos da sua reabertura com espetáculo “Josephine Baker, a Vênus Negra”.

Por Paulo Fernando Góes.

Na última quinta feira, dia 19, o Teatro Maison de France comemorou 15 anos de sua reinauguração com a volta do musical “Josephine Baker, a Vênus Negra”, dirigido por Otavio Muller e indicado a 7 prêmios entre Shell, CESGRANRIO e Botequim Cultural.

O Teatro, comandado por Cédric Gottesmann, é sinônimo de bons espetáculos, um endereço onde se pode conferir produções no escuro, sem se decepcionar. Em sua inauguração, no começo dos anos 50, Fernanda Montenegro e Fernando Torres ficaram em cartaz por dois anos com “É”, de Millôr Fernandes. Hoje, enquanto as produções ficam em média apenas 2 meses em cartaz, Marcos Caruso e seu sucesso “O Escândalo Phillippe Dussaert” ficaram 8 meses em cartaz na Maison. Apesar de estar localizada no Centro da cidade, onde as ruas são mais desertas à noite, o público sempre compareceu em peso aos espetáculos ali encenados.

Por ali já passaram Zé Celso e seu vanguardismo, o famoso prêmio Molière e o espetáculo “A Amante Inglesa”, com Paulo Autran e Tônia Carrero, em 1985. Foi quando o Teatro fechou por não estar de acordo com as normas anti-incêndio da época e só em 2002, o mesmo Paulo veio reinaugurar o Teatro no belíssimo drama “Variações Enigmáticas”, com Cecil Thiré. Entre os sucessos que por ali passaram estão “Intimidade Indecente”, com Irene Ravache e Marcos Caruso; “Mademoiselle Chanel”, com Marília Pêra; “Deus da Carnificina”, com Paulo Betti, Julia Lemmertz, Deborah Evelyn e Orã Figueiredo; “O Zoológico de Vidro”, com Cássia Kiss; e “Oui, oui… A França é Aqui!”, de Gustavo Gasparani, para citar alguns.

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Cédric Gottesmann com o elenco de “Josephine Baker, a Vênus Negra”: “Aqui não é prosecco nem espumante, é champagne!”, bradou o francês.

A noite de comemoração começou com um vídeo de artistas que ressaltaram a importância da casa para a cena cultural carioca, como Paulo Betti, Cássia Kiss, Tonico Pereira, Deborah Evelyn, Soraya Ravenle, Flavio Marinho, Gustavo Gasparani, Louise Cardoso, Vera Holtz, Marcos Caruso, Bel Kutner, Sylvia Bandeira, Zelia Duncan, Ana Beatriz Nogueira, Jacqueline Laurence, entre outros. Foram aplaudidos em suas aparições no vídeo, a assessora de imprensa Stella Stephany, envolvida há anos nas produções da casa, e o próprio Cédric.

A apresentação do espetáculo “Josephine Baker, a Vênus Negra” comoveu a plateia de VIP’s na Maison de France. A apresentação luxuosa de Aline Deluna foi um presente aos convidados e fez marear os olhos atentos de Cissa Guimarães. Também aplaudiram empolgados a grande noite Heloísa Périssé, Deborah Evelyn, Jacqueline Laurence, Sandra Pêra, Stella Maria Rodrigues e Rita Elmôr, entre outros.

No número de plateia, onde espectadores fazem um trenzinho dançante com Josephine Baker, um empolgadíssimo Emílio de Mello requebrava as cadeiras mais até do que a própria protagonista, arrancando risos da plateia.

Ao fim do espetáculo, o diretor do Teatro, Cédric Gottesmann, sob calorosos aplausos, agradeceu a presença do público e deixou claro que, nestes tempos obscuros, a Maison sempre será um espaço onde haverá liberdade artística. Os parabéns foram cantados com um bolo fake mas o verdadeiro aguardava os convidados no foyer do Teatro, acompanhados de champagne. “Aqui não é prosecco nem espumante, é champagne!”, avisou Cédric, como bom francês que é.

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Cédric Gottesmann com a equipe de “Josephine Baker, a Vênus Negra”: Dany Roland (bateria e percussão), Fabrício Branco (co-autor do espetáculo), Otávio Muller (diretor) e Jonathan Ferr (piano e escaleta).

Ao fim do espetáculo, Cédric Gottesmann, sob calorosos aplausos, agradeceu a presença do público e deixou claro que, nestes tempos obscuros, a Maison sempre será um espaço onde haverá liberdade artística. Os parabéns foram cantados com um bolo fake mas o verdadeiro aguardava os convidados no foyer do Teatro, acompanhados de champagne. “Aqui não é prosecco nem espumante, não, é champagne!”, avisou Cédric, como bom francês que é.

O imperdível espetáculo que conta a história da dançarina, cantora, atriz e humorista Josephine Baker (1906-1975), norte-americana naturalizada francesa que conquistou o mundo com sua arte e talento, segue em cartaz até 17 de dezembro.

E vida longa à Maison de France!

“JOSEPHINE BAKER – A VÊNUS NEGRA”

De Walter Daguerre

Direção: Otávio Muller

Com Aline Deluna, Dany Roland, Christiano Sauer e Jonathan Ferr.

TEATRO MAISON DE FRANCE (Av. Presidente Antônio Carlos, 58 – Centro / RJ)

5ª a domingo às 19h30

INGRESSOS: R$ 50 às quintas-feiras e R$60,00 às sextas, sábados e domingos

Vendas pelo site www.compreingressos.com

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