Fabrício Negri interpreta canção do repertório de Gershwin no #INCITARTE Musical.

O ator, cantor, bailarino e sapateador Fabrício Negri participou do #INCITARTE Musical interpretando “Embraceable You”, dos irmãos George e Ira Gershwin. A canção faz parte do musical “Crazy For You” e já foi cantada por Fabrício em “Fascinante Gershwin”, musical dirigido por Rubens Lima Júnior, com supervisão de Marília Pêra e coreografia do próprio Fabrício. Dentre os musicais que já participou, estão “7 – O Musical”, “Beatles num céu de diamantes”, “Xanadu”, “Sapato Musical” e “Meu Amigo Bobby”, com a Orquestra Brasileira de Sapateado, “Emilinha e Marlene – as Rainhas do Rádio” e “Shrek – O Musical”.

Fabrício Negri

FABRÍCIO NEGRI: “Adoraria fazer, inclusive, espetáculos que não sejam musicais”.

#INCITARTE – Você é ator, cantor, bailarino e sapateador. Você acha que os atores de musicais brasileiros já estão tão completos e preparados quanto os da Broadway?

FABRÍCIO NEGRI – Olha, acaba sendo uma comparação um pouco desleal pois lá fora eles fazem aulas de canto, dança e teatro na escola desde criança. No high school, já participam de montagens de espetáculos, vem da base. Aqui já estamos melhorando, muitas escolas já tem nas suas grades aulas de teatro e de música. Na minha época não tive nada disso na escola, tudo tive que fazer por fora. Tenho que agradecer a meus pais que tiveram condições e me permitiram fazer todas as aulas que eu queria. Mas, enfim, independente disso, os atores agora estão num nível extraordinário aqui. Nível “Broadway”, como se diz, mas ainda podemos ter em maior número e a tendência é que isso aconteça mesmo. O mercado cresceu e as pessoas estão realmente investindo em suas preparações.

#INCITARTE – Você pensa em gravar um CD ou fazer um show solo ou é o trabalho dentro de um espetáculo que te interessa mais?

F.N. – Como ator, confesso que o trabalho dentro de um espetáculo me interessa mais. A minha formação primeira e de base é como ator, adoraria fazer inclusive espetáculos que não necessariamente sejam musicais. Mas claro que meu coração balança pra todos os lados. Já fiz shows, muitos inclusive nesse ano de 2016. Participo de companhias de dança, de sapateado mais especificamente. Trabalho há mais de 10 anos no carnaval com meu primo Rodrigo Negri e sua esposa Priscilla Mota na nossa Comissão de Frente dançando. Adoraria gravar um CD, mas não estou muito certo se teria espaço no mercado para o que gosto de cantar [Risos] Mas quem sabe…

#INCITARTE – Amanhã, dia 5/12, faz 1 ano que Marília Pêra faleceu. Você foi considerado por ela uma grande revelação do Teatro Musical para os próximos anos. Como foi sua experiência com ela?

F.N. – Foi lindo! Nosso contato foi breve mas muito especial. Marília foi nossa supervisora no espetáculo “Fascinante Gershwin”, projeto meu com a atriz Sabrina Korgut, dirigido por Rubens Lima Júnior. Todo nosso contato com ela na época do Gershwin foi sensacional, cada encontro era especial. No primeiro dia que apresentamos um ensaio corrido do espetáculo pra ela, ficamos tão nervosos, mas tão nervosos, que achei que não ia conseguir fazer nada. Mas a química entre eu, a Sabrina [Korgut], o Rodrigo Cirne e o Chris Penna era tão plena que ela amou de imediato, virou nossa “madrinha”, nas palavras dela própria. Depois fizemos a matéria pra Veja Rio, que eu fiquei muito honrado. Sempre nos encontrávamos em estreias, eventos e no “Pé na Cova”, que eu participei 2 vezes. Me sinto muito honrado de tudo isso, ela pra sempre será referência pra mim, em tudo.

#INCITARTE – Qual personagem de musical você acha que foi escrito pra você?

F.N. – Hum, difícil responder. Os personagens que dançam e cantam as pessoas costumam associar mais a mim. Na linha ou estilo mais Fred Astaire ou Gene Kelly. Mas, ao mesmo tempo, eu gosto de fazer coisas bem brasileiras. Já fiz o César de Alencar no “Emilinha e Marlene” e o Renato Corte Real no “Agnaldo Rayol – A Alma do Brasil”. Também amaria fazer um personagem de Sondheim, eu sou louco pelo “Sweeney Todd”. Ou algo totalmente diferente numa linha mais rock’n roll. Farei ano que vem no “American Idiot”. Mas se tiver que escolher um, eu sou apaixonado pelo Bert do “Mary Poppins”. Aquele número de sapateado, “Step in Time”, é uma das coisas mais fantásticas que eu já vi!

#INCITARTE – Quais são os seus projetos pra 2017?

F.N. – Para 2017 devemos voltar com o espetáculo “Agnaldo Rayol – A Alma do Brasil” em São Paulo e até, possivelmente, uma turnê. É um espetáculo que eu adoro, somos só 4 atores: Marcelo Nogueira como o Agnaldo, Mona Vilardo, Stella Maria Rodrigues e eu. Faço 9 personagens, é uma loucura, mas uma loucura boa demais! E no segundo semestre, “American Idiot”, só com músicas do Green Day. Eu sou apaixonado pelo espetáculo desde que vi na Broadway e vai ser um sonho realizado! De resto, estarei no carnaval com a minha Comissão de Frente linda, na Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio e devemos fazer mais espetáculos com a Orquestra Brasileira de Sapateado comemorando os 25 anos da Companhia. Espero fazer meus shows também, no Rio de Janeiro e em outras cidades. Que venha 2017 e que seja de muito trabalho!

Assista ao vídeo onde Fabrício Negri canta “Embraceable You”, de Gershwin.

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