“Elefante”: um ensaio sobre a semi-imortalidade corriqueira.

Por Thiago David.

Já ouvimos canções com odes a imortalidade como “Forever Young”, do Alphaville, vimos a imortalidade nos olhos soturnos dos vampiros, atravessamos oceanos em busca da fonte da juventude. O tema nos é familiar: imagina só poder viver para sempre? Excitante, não? Pois é disso que se trata “Elefante”, porém, com uma reviravolta. Uma pessoa decidiu envelhecer em um mundo onde todos podem viver como jovens para sempre.

A Sopa - The Soup copy

ELEFANTE: A Probástica Cia. de Teatro trouxe de volta ao Teatro Poeira o texto do dramaturgo Walter Daguerre, indicado ao Prêmio Shell em 2006.

Durante o espetáculo, acompanhamos a dificuldade da família de compreender a vontade de envelhecer de um filho/marido. Todos aparentam ter seus vinte e tantos anos, todos saudáveis, bonitos, instruídos. Para eles, a velhice é uma doença. Como pode alguém escolher se deixar levar pelo tempo?

Somos convidados a contemplar o envelhecimento como poesia e a morte como renovação. Um espetáculo instigante que provoca o espectador a sentir uma brisa da eternidade e questionar sem determinismos o que faz a vida ser única e especial. Um espetáculo que não sairá da sua cabeça.

Francisco e Lucia copy

“ELEFANTE”

Teatro Poeira (Rua São João Batista, 104 / Botafogo, Rio de Janeiro)

De 5a a sábado às 21h e domingos às 19h.

Quinta e Sexta – R$ 60,00 e R$ 30,00 (meia)

Sábado e Domingo – R$ 80,00 e R$ 40,00 (meia)

Elenco: Fernando Bohrer, Chandelly Braz, Igor Angelkorte, Lívia Paiva, Renato Livera e Samuel Toledo

Direção e Argumento: Igor Angelkorte
Texto: Walter Daguerre

Somente até dia 30/4/17!

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