“A Caverna”: Companhia Quatrupe reestreia espetáculo supervisionado por Marcos Caruso.

Após temporada na Tijuca, chega ao Teatro Serrador o espetáculo “A Caverna”, de Gabrielle Farias. A dramaturga é nova mas desperta a curiosidade por ter conseguido a benção do exigente ator Marcos Caruso. Vencedor de todos os prêmios de Teatro em 2016 pelo seu trabalho como em “O Escândalo Phillippe Dussaert”, Caruso é muito assediado por novos autores que sonham em vê-lo encarnando suas criações: “Muitos textos e novos autores vêm à minha procura. Leio todos. E posso dizer: salvam-se poucos. É muito difícil escrever para teatro, eu que o diga! Sou um autor bissexto e deparar com um bom texto escrito por um jovem autor é como achar uma agulha no palheiro. Essa agulha se chama Gabrielle Farias”, afirma Caruso.

A CAVERNA Renato Mangolin 300DPI 2

A Cia Quatrupe é formada por Gabrielle e Bruno Heitor, profissionais das artes cênicas, que se juntaram através da necessidade de fazer teatro. Os atores , foram convidados para a encenação. FOTO: Renato Mangolin.

A peça conta o drama de quatro amigos, Anna, Miguel, Rebeca e Franco que, após um desabamento, ficam presos numa caverna subterrânea e terão de sobreviver a condições físicas e psicológicas extremas. Sempre à espera do quinto alpinista, que ficou para trás no meio da trilha, eles têm na equipe de resgate sua única esperança. Através das situações de estranhamento, o público tentará elaborar um julgamento a respeito dos valores apresentados em cena. “A gente não sabe como é o nosso comportamento em um lugar onde não há mais regras impostas. Acho que é aí que a nossa verdadeira essência aparece. A partir desses conflitos gerados, o público tem a oportunidade de se perguntar o que faria se tivesse no lugar daquelas pessoas. Essa interação do público que me interessa. Esse olhar pra si”, comenta a autora Gabrielle.

Com direção musical de Ricco Vianna, a peça conta com uma trilha sonora totalmente original. “O processo de criação foi incidental, ou seja, a trilha foi criada em cima dos personagens, do conflito de cada um”, revela Ricco. A fim de reproduzir ao máximo a ambiência da caverna, é utilizada uma sonorização surround e som dolby digital 5.1. Completando a proposta cênica, a iluminação e a cenografia, ambas assinadas por Paulo Denizot, criam uma atmosfera do desconhecido e misterioso caminho trilhado pela narrativa.

A nova temporada carioca do espetáculo será curtíssima, apenas do dia 6 a 28 de junho.

 “A CAVERNA”

Teatro Municipal Serrador (Rua Senador Dantas, nº 13, Centro)
Terças e Quartas às 19h30
R$ 40,00 (inteira)/ R$ 20,00 (meia)

Comente via Facebook